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Empréstimos e financiamentos

Juros abusivos em empréstimo e financiamento de veículo: quando é possível revisar

Parcela pesada não significa, sozinha, que o contrato é ilegal. Entenda o critério que a Justiça usa e os sinais de que vale a pena pedir uma análise.

Ilustração: calculadora, gráfico de barras subindo e chave de carro com etiqueta de porcentagem

Muita gente acredita que juros acima de 12% ao ano são proibidos para os bancos. Não é assim. O Superior Tribunal de Justiça já definiu, na Súmula 382, que juros acima de 12% ao ano, por si só, não indicam abusividade. Isso não quer dizer que qualquer taxa seja permitida.

O que a Justiça considera abusivo

A análise é feita caso a caso. A referência mais usada é a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central para aquele tipo de operação, no período em que o contrato foi assinado. Quando a taxa cobrada fica muito acima dessa média, sem justificativa, ela pode ser considerada abusiva e revista.

O Banco Central publica essas taxas médias por tipo de operação, como empréstimo pessoal, consignado e financiamento de veículo. Por isso, uma comparação bem feita depende do contrato e da data da contratação.

Como descobrir a taxa do seu contrato

Além dos juros: seguros e tarifas embutidos

Às vezes o problema não está só na taxa. Seguros e tarifas incluídos no contrato sem que você tenha escolhido também podem ser questionados. O CDC proíbe a chamada venda casada, que é condicionar o empréstimo à compra de outro produto ou serviço (art. 39, I). O seguro prestamista, por exemplo, não pode ser imposto como condição para liberar o crédito.

Atenção no financiamento de veículo

Entrar com uma ação de revisão não suspende, por si só, as parcelas. Segundo a Súmula 380 do STJ, o simples ajuizamento da ação revisional não afasta a mora. Deixar de pagar por conta própria pode levar à busca e apreensão do veículo. Converse com um advogado antes de tomar qualquer decisão sobre as parcelas.

Quando vale pedir uma análise