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Consignado fraudulento

Agibank é condenado no DF a devolver em dobro descontos de aposentado de 76 anos

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal condenou o Banco Agibank S.A. a encerrar uma conta aberta por fraude, cancelar os contratos firmados sem autorização de um aposentado de 76 anos e devolver em dobro o que foi descontado do benefício. O banco também deve pagar R$ 3 mil por danos morais.

O detalhe importante: na primeira instância, o aposentado tinha perdido. Ele venceu no recurso.

Foi só fazer uma portabilidade…

O caso: uma portabilidade que virou fraude

O aposentado procurou atendimento apenas para fazer a portabilidade de um empréstimo consignado. Segundo o processo, seus documentos e sua imagem foram usados para abrir uma conta corrente em seu nome, transferir o benefício do INSS para ela e contratar empréstimos, antecipações do 13º salário e um seguro, tudo sem consentimento.

O dinheiro dessas operações era transferido imediatamente para uma terceira pessoa. Um dos indícios apontados foi o telefone cadastrado na conta, que pertencia a outra pessoa.

O que a Turma Recursal decidiu

Por maioria, os juízes entenderam que os documentos apresentados tinham irregularidades relevantes e que a transferência imediata dos valores para terceiro era incompatível com o uso normal da conta pelo aposentado. Para o colegiado, o banco não demonstrou ter mecanismos de segurança suficientes para impedir a fraude.

Como os descontos comprometeram parte importante de uma verba alimentar, a Turma determinou:

Processo 0701504-84.2026.8.07.0012.

Sinais de alerta

Conclusão

Perder na primeira instância não encerra a discussão. Neste caso, o recurso bem fundamentado mudou o resultado. Cada processo, no entanto, depende das provas reunidas.